quinta-feira, 8 de setembro de 2016
sábado, 20 de agosto de 2016
Programação do aniversário de 66 anos da Fiocruz Pernambuco
- Dia: 01/09 (quinta-feira) - Auditório
14h30 – Mesa
de Abertura
15h -
Apresentação Paulo Elian (COC/Fiocruz, RJ) – O Legado e o Acervo de Frederico
Simões Barbosa
15h30 -
Lançamento do documentário Frederico Simões Barbosa, ciência e compromisso
social
16h30 -
Abertura da Exposição Frederico Simões Barbosa, da Medicina Tropical à Saúde
Pública
17h –
Coquetel e apresentação do Coral Vozes da Fiocruz
- Dia: 02/09 (sexta-feira) - Auditório
9h Abertura -
Exibição do filme Esquistossomose Mansoni (Direção: Firmo Neto)
9h30 - Painel: Medicina
tropical
Coordenação: Carlos Morel (CDTS/Fiocruz, RJ)
Palestrantes: Naftale Katz (CPqRR/Fiocruz, BH)
Eridan
Coutinho (CPqAM/Fiocruz, PE)
Alzira
Maria de Almeida (CPqAM/Fiocruz, PE)
Fernando
Dias de Avila Pires (UFSC, Florianópolis, SC)
11h30 - Debate
12h às 14h -
Intervalo (almoço)
14h - Painel: Saúde Pública
Coordenação
: Paulo Gadelha (Presidência/Fiocruz,
RJ)
Palestrantes: José Carvalheiro (USP, SP)
José
Paranaguá de Santana (Fiocruz, Brasília)
Carlos
Coimbra (ENSP/Fiocruz, RJ)
Heloisa
Mendonça (UFPE, PE)
Nísia
Trindade Lima (VPEIC/Fiocruz, RJ)
16h30 - Debate
17h -
Encerramento
FONTE: FIOCRUZ - PE
sábado, 16 de julho de 2016
Aids: o risco de nova epidemia
No
Brasil, a quantidade de pessoas infectadas pelo vírus cresceu. Em 2010, foram
registrados 43 casos novos, enquanto em 2015 contabilizaram-se 44 mil novos
registros.
O alerta para o risco de uma nova epidemia de Aids
voltou a soar esta semana, após relatório divulgado pela Junta de Coordenação
do Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS). No Brasil, a quantidade
de pessoas infectadas pelo vírus cresceu. Em 2010, foram registrados 43 casos
novos, enquanto em 2015 contabilizaram-se 44 mil novos registros. Considerando
números globais, as taxas tiveram apenas um pequeno declínio (passou de 2,2
milhão para 2,1 milhão). Mas, além das estatísticas, o que faz o momento
preocupante é a conjuntura.
Houve uma retração nos financiadores de campanhas voltadas para a
prevenção da doença. Estima-se um déficit de 30% em 2016 com relação às
promessas de recursos para combater a Aids e implementar ações contra o vírus.
No Brasil, os últimos dados dão conta que somente 55% dos cidadãos vivendo com
a doença recebem terapia (o que corresponde a 452 mil pessoas).
No geral, o estudo mostra uma estagnação grande no que toca à
mobilização contra a Aids, se comparada àquela vista nos primeiros dez anos do
Século 21. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, a Junta de
Coordenação da agência da ONU diz que - caso não haja um investimento mais
consistente para se contrapor à Aids no mundo - não há como decretar o fim da
epidemia em 2030, como era previsto. Pior, outra epidemia precisaria ser
debelada. Uma média de 78 milhões de pessoas já foram infectadas e, dessas, 35
milhões morreram de doenças ligadas à Aids ao londo de 35 anos no planeta.
Do relatório divulgado, importante frisar um relevante apelo feito: para
que os governos apostem na capacitação da sociedade civil para lidar com a
epidemia e no combate para que outras pessoas sejam infectadas pelo HIV/Aids.
Seria necessário “um investimento sustentável” engajando a própria comunidade,
com grupos de pessoas mais afetadas, que vivem com HIV ou que sofreram com ela,
assim como a atuação voltada para gays e outros homens que fazem sexo com
homens, usuários de droga, trabalhadores do sexo, transsexuais e pessoas
privadas de liberdade.
Mas é bom que se ressalte que cabe a cada um o compromisso para evitar
que uma nova epidemia tome conta. Isso porque educação sexual é prevenção,
combate, e essa é uma lição que pode ser dada dentro de casa, sobretudo aos
jovens, tidos como parte vulnerável da população.
FONTE: Diário de Pernambuco
quinta-feira, 30 de junho de 2016
História da Biomedicina
A
Biomedicina surgiu no Brasil em 1966. Desde sua origem o curso passou por
diversas modificações curriculares, ampliando as suas habilitações e
qualificando seus profissionais na área de saúde. Pela primeira vez, a
categoria biomédica participa de um projeto interministerial (MEC/MS),
fundamental para o sucesso dos programas de saúde no país e da própria formação
profissional.
Na
segunda Reunião Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência,
realizada em Curitiba em novembro de 1950, foram apresentadas pelo Prof. Leal
Prado, num simpósio sobre seleção e treinamento de técnicos (Cf. Ciência e
Cultura 2, 237, 1950), as ideias básicas que deveriam orientar os cursos de
graduação e pós-graduação em Ciências Biomédicas. Posteriormente, em dezembro
de 1950, foi convocada uma reunião pelos Profs. Leal Prado de Carvalho e
Ribeiro do Vale, para discutir o assunto, em que participaram representantes da
Escola Paulista de Medicina, da Universidade de São Paulo, do Instituto Butantã
e do Instituto Biológico.
O
objetivo do curso de Biomedicina era o de formação de profissionais biomédicos
para atuarem como docentes especializados nas disciplinas básicas das escolas
de medicina e de odontologia, bem como de pesquisadores científicos nas áreas
de ciências básicas, e com conhecimentos suficientes para auxiliarem pesquisas
nas áreas de ciências aplicadas.
Com
a federalização da Escola Paulista de Medicina (EPM) e com a entrada em vigor
da Lei 4024 de 1961, que estabelecia as Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, o Regimento da Escola Paulista de Medicina foi modificado, sendo
aprovado pelo então Conselho Federal de Educação em 8 de julho de 1965.
Neste
novo regimento previa-se, no capítulo III, a organização de um curso de
Graduação Biomédica e, no capítulo IV, que trata dos cursos de pós-graduação,
estabelecia-se a criação do curso de doutorado em Ciências Biomédicas, não
somente para os graduados em Ciências Biomédicas, como para egressos de outros
cursos de graduação, a juízo do Conselho Departamental da instituição.
Partindo-se
da convicção de que existia um mercado nacional para tais especialistas, o
Conselho Departamental da EPM tratou de obter condições para colocar em
funcionamento o curso de graduação, o de mestrado e o de doutorado em Ciências
Biomédicas que, em linhas gerais, se destinaria à preparação de especialistas,
pesquisadores e docentes neste campo das ciências.
Terminada
a 4ª série do curso de graduação, o aluno poderia seguir carreira não
universitária, trabalhando em indústrias de fermentação, alimentação,
farmacêutica, laboratórios de análises biológicas e de controle biológico,
institutos biológicos e laboratórios de anatomia patológica.
Por
meio do Parecer nº 571/66 do extinto Conselho Federal de Educação,
estabeleceu-se o mínimo de conteúdo e de duração dos currículos de bacharelado
em Ciências Biológicas – Modalidade Médica, exigíveis para admissão aos cursos
de mestrado e doutorado no mesmo campo de conhecimento, a serem credenciados
por este Órgão.
De
acordo com este Parecer, ficam determinadas as atividades nos trabalhos
laboratoriais aplicados à Medicina, existindo, de outra parte, amplo mercado de
trabalho para pessoal cuja formação inclua sólida base científica, que tenha o
comportamento e espírito crítico amadurecidos, de preferência no convívio
universitário, e que pretenda dedicar-se à realização de tarefas laboratoriais
vinculadas às atividades médicas. A aparelhagem necessária a essas tarefas se
tornou cada vez mais complexa, e a sua substituição por equipamento mais
aperfeiçoado ocorreu ao fim de prazos cada vez menores.
Os
encarregados desses trabalhos, por isso mesmo, não poderiam ser simples
operadores que desconhecessem os fundamentos científicos do que estavam
realizando. Para a formação de pessoal com essas características, o extinto
Conselho Federal de Educação atendeu à solicitação de várias escolas médicas do
País, fixando no Parecer nº 571/66 e, posteriormente, no Parecer nº 107/70, de
4 de fevereiro, os mínimos de conteúdo e de duração dos cursos de bacharelado
em Ciências Biológicas – modalidade médica.
Rapidamente,
após a publicação do Parecer nº 571/66, houve a implantação do primeiro curso
na Escola Paulista de Medicina em março de 1966, (com aula inaugural ministrada
pelo Prof. Leal Prado, quase 16 anos após a apresentação inicial da idéia), e
na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), novos cursos, (então com os
nomes de Ciências Biológicas – Modalidade Médica ou Biologia Médica) tiveram
início, em 1967, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) e Faculdade
de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (UNESP), em 1970 na Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras Barão de Mauá, (atual Centro Universitário Barão
de Mauá),em Ribeirão Preto.
Esses
cursos, criados entre 1965 e 1970 tiveram seus alunos egressos rapidamente
absorvidos nas disciplinas básicas de suas próprias faculdades, ou então em
outras escolas de medicina públicas ou particulares. Porém, com exceção dessas
áreas, embora formado em curso reconhecido, o egresso encontrava sérias
dificuldades para inserção no mercado de trabalho, visto que a profissão de
Biomédico ainda não era regulamentada em lei e os exames laboratoriais, embora
sem exclusividade legal, eram realizados por médicos e
farmacêuticos-bioquímicos.
A
árdua luta para regulamentar a profissão inicia-se com a participação efetiva
das escolas Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Barão de Mauá (atual
Centro Universitário Barão de Mauá), Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
de Santo Amaro (atual Universidade de Santo Amaro – UNISA), Universidade de
Mogi das Cruzes e Universidade Federal de Pernambuco, envolvendo seus
diretores, alunos e egressos.
A
atuação dos biomédicos junto aos órgãos governamentais (Ministério da Educação,
Ministério do Trabalho), à classe política (Câmara dos Deputados e Senado
Federal) e a busca dos seus direitos culminou na Exposição Interministerial
(Saúde, Educação, Trabalho), que elaborou o Projeto de Lei nº 1660/75. Foi
realizado um árduo trabalho na Câmara dos Deputados por formados, acadêmicos e
instituições de Biomedicina. O referido projeto foi aprovado na Câmara dos
Deputados, com emendas, e no Senado Federal foi substituído pelo de número
101/77, do então senador Jarbas Passarinho, o qual possibilitava, além da
regulamentação da profissão de Biomédico, a profissão de Biólogo.
Por
exigência de forças contrárias, foram introduzidas modificações no texto do
documento, limitando muito o espectro de atividades do profissional Biomédico.
Diante da situação difícil em que se encontrava a categoria, os líderes do
movimento não tiveram outra opção senão aceitar a imposição, saindo de uma
discussão na esfera política para entrar na esfera judicial, junto ao Poder
Judiciário (Supremo Tribunal Federal).
O
resultado fez com que a categoria surgisse forte e coesa, vendo sua pretensão
materializada nas Leis 6684/79, 6686/79 (e sua posterior alteração com a lei
7135/83, que permitiu a realização de análises clínicas aos portadores de
diploma de Ciências Biológicas – Modalidade Médica, bem como aos diplomados que
ingressaram no curso em vestibular realizado até julho de 1983); Decreto
88.394/83, que regulamentou a profissão e a atuação dos Conselhos Federal e
Regionais de Biomedicina; e a Resolução nº 86 do Senado Federal, de 24 de junho
de 1986, ratificando acordo realizado no Supremo Tribunal Federal, assegurando
definitivamente o direito do profissional Biomédico de exercer as análises
clínico-laboratoriais.
O
Decreto nº 90.875, de 30 de janeiro de 1985, a que se refere a Lei 5.645, de 10
de dezembro de 1970. Art. 1º, incluiu no Grupo “Outras Atividades de Nível
Superior”, estruturado pelo Decreto nº 72.493, de 19.07.1973, com as alterações
posteriores, a Categoria Funcional de Biomédico.
Em
16 de junho de 1988, a Portaria nº 1.425, da Secretaria de Administração
Pública, enquadrou o Biomédico no Serviço Público Federal, aprovando as
especificações de classe da categoria funcional, código MS-942 ou LT-NS-942.
Em
89, foram publicadas as Resoluções nº 19, 20, 21 e 22, do Conselho Federal de
Biomedicina, criando os Conselhos Regionais de Biomedicina da Primeira,
Segunda, Terceira e Quarta Região, respectivamente, tendo como objetivo atender
os interesses da profissão e incrementar a supervisão e a fiscalização do
exercício profissional em nível regiona.
Entrevista: Presidente do CFBM fala sobre a Biomedicina como uma das protagonistas na área da saúde
Em 2016, a Biomedicina no Brasil completa 50
anos. São cinco décadas desde o projeto inicial do curso, embora a
regulamentação só tenha vindo anos após, em 1979. Com muito esforço, empenho e
dedicação de um grupo de profissionais e estudantes, o curso, que antes se
chamava Ciências Biológicas – modalidade médica, passou a se chamar
Biomedicina. Hoje, uma das profissões mais atrativas do mercado de trabalho,
com mais de 220 cursos espalhados por todo o país, 37 habilitações regulamentadas
pelo Conselho Federal de Biomedicina e benefícios imensuráveis para a saúde da
sociedade.
A história da Biomedicina se confunde com a
de muitos profissionais que batalharam com afinco para que a profissão chegasse
hoje ao status que chegou. Entre esses profissionais, está o Dr Silvio José
Cecchi, presidente do Conselho Federal de Biomedicina, que começou a sua
militância pela regulamentação da profissão quando ainda era estudante e milita
até os dias de hoje por melhores condições de trabalho para todos os
Biomédicos.
Cecchi destaca seu orgulho e satisfação em ver profissionais brasileiros se
destacando no mercado de trabalho nacional e internacional, desenvolvendo
projetos grandiosos no âmbito da Biomedicina e contribuindo de forma
enriquecedora para o progresso da profissão e da saúde em todo o mundo.
Confira
a íntegra da entrevista com o Dr. Silvio José Cecchi.
Conselho
Federal de Biomedicina: A sua história de vida se confunde com a história da
Biomedicina no país. Desde muito jovem o senhor se dedica à profissão, que
também é muito recente, mas que tem crescido de maneira considerável no Brasil.
Conte um pouco sobre a sua trajetória profissional e como foi o inicio do
Conselho Federal de Biomedicina.
Silvio
José Cecchi:
Prestei vestibular, no antigo Centro de Seleção de Candidatos às Escolas
Médicas e Biológicas, para o curso de Ciências Biológicas Modalidade Médica,
hoje Biomedicina, em 1979, na Faculdade Barão de Mauá de Ribeirão Preto (SP).
No primeiro dia de aula fiquei sabendo que o curso não era regulamentado e,
portanto, não poderia exercer a profissão a não ser, pagando para que um
Farmacêutico-Bioquímico fosse responsável técnico pelo laboratório de Análises
Clínicas, caso quisesse atuar nessa área. Imagine que tal situação, me causou
tamanho inconformismo e então decidi reunir um grupo de amigos e começamos a
batalhar pela regulamentação da profissão no Brasil. Depois de muitos contatos,
consegui agendar uma reunião com o Chefe da Casa Civil do Governo Geisel, Dr.
Goubery do Couto e Silva, único na época capaz de desengavetar o projeto de Lei
que regulamentava a profissão, que à época sofria forte pressão da área
farmacêutica..
Agendada
a reunião, partimos João Sabbag (professor da Mauá), Dácio Campos (dono de
Laboratório em Porto Ferreira) e eu, estudante ainda, para Brasília. Não foi
fácil, travamos uma longa guerra no Congresso Nacional até que conseguimos a
regulamentação.
CFBM:
À frente de mais uma gestão do Conselho Federal de Biomedicina, o que o senhor
vê como tendência para os próximos anos no segmento, uma vez que é sabido que a
profissão tem se expandido de maneira significativa e que já está entre as 45
profissões que mais crescem no país?
Silvio
Cecchi: Á
frente de mais uma gestão do CFBM, acredito que a tendência é a consolidação
das nossas habilitações já regulamentadas e com certeza de novas áreas que
estão aparecendo, , tendo em vista que a Ciência é muito dinâmica e que os
Biomédicos são os profissionais que têm uma das formações mais sólidas e
completas da saúde.
CFBM:
O que os biomédicos poderão esperar do CFBM nessa próxima gestão 2016/2020?
Silvio Cecchi: Os colegas biomédicos podem ter certeza que o CFBM
vai trabalhar de forma intensificada e muito seriamente para fazer valer e
serem respeitadas todas as nossas prerrogativas já conquistadas. Também vamos
trabalhar de modo especial em relação aos concursos públicos em todo o Brasil.
Qualquer concurso, cujo objeto trouxer a possibilidade de inserção de nossos
profissionais, considerando a área de atuação dentro do que temos
regulamentado, faremos de tudo para nossos colegas participarem, inclusive com
providencias judiciais.
CFBM:
Quais são as principais dificuldades da classe hoje e como o CFBM pretende
amenizá-las?
Silvio Cecchi: Nossa principal dificuldade são os concursos,
principalmente nos lugares mais longínquos do Brasil. Estamos preparando uma
força tarefa, com o setor jurídico do CFBM e dos Conselhos Regionais, para
atuar em todas as localidades, quando necessário.
CFBM:
A questão da saúde no Brasil, sobretudo a pública, demanda uma atenção muito
especial por parte dos nossos governantes. Como o senhor analisa esse cenário?
Silvio
Cecchi: A
saúde no Brasil está um caos em todos os sentidos. Assim, é preciso considerar
que o trabalho dos nossos profissionais é fundamental para o progresso da saúde
do país, uma vez que o Brasil tem um clima tropical, propicio em todas as
estações para epidemias e endemias e que certamente precisarão ser
diagnosticadas por biomédicos. Neste sentido, continuaremos lutando junto ao
Ministério da Saúde e Governo Federal para melhorar os valores da tabela do
Sistema Único de Saúde (SUS) para os Laboratórios de Análises Clínicas que não
são atualizados há mais de 20 anos.
CFBM:
Parte considerável da população ainda não reconhece esses profissionais e
atribui os seus trabalhos à outras profissões, como médicos, farmacêuticos,
técnicos… Como pretende atuar de modo que a sociedade conheça cada vez mais o
trabalho do biomédico?
Silvio
Cechi: Um
trabalho de mídia e marketing está sendo desenvolvido para tornar o
profissional Biomédico ainda mais reconhecido em todo Brasil. Vamos propagar em
todos os cantos e mídias o trabalho dos colegas que tem função importante na
sociedade através do seu desempenho profissional.
CFBM:
O senhor tem construído uma sólida história durante todos esses anos de atuação
no setor. Qual o legado pretende deixar para CFBM e para a saúde brasileira?
Silvio Cecchi: Hoje o que posso destacar é a minha satisfação
profissional e pessoal em ver a Biomedicina caminhando por si só e sendo
reconhecida em todo o território nacional e internacional. Tenho hoje muito
orgulho ao saber que muitos profissionais estão alçando vôos altos em todo o
mundo e desenvolvendo trabalhos importantíssimos no âmbito da Biomedicina.
Quando
entrei na faculdade, tínhamos poucos cursos e apenas cinco faculdades que
lutavam pela regulamentação (MAUÁ – OSEC- MOGI – UFPE e PUVGO). Atualmente,
temos mais de 220 cursos por todo o Brasil e uma das profissões que mais
crescem. Nós, biomédicos, já somos um grande sucesso, e estamos avançando.
Desejo,
de verdade, que a Biomedicina seja cada vez mais respeitada, pela competência e
pela qualificação de seus profissionais no meio acadêmico e na área da saúde.
Não demora muito e a frase que mais se ouvirá no mercado de trabalho será: “Aqui
tem um Biomédico, pode confiar“
Fonte: CFBM
sexta-feira, 24 de junho de 2016
CFBM alerta para golpe de vendas de materiais do XV Congresso Brasileiro de Biomedicina
Conselho
Federal de Biomedicina (CFBM) alerta que alguns acadêmicos e egressos de
Biomedicina estão recebendo ligações telefônicas, em nome do Conselho Regional
de Biomedicina 1ª região, com oferta de
material para o XV Congresso Brasileiro de Biomedicina e III Congresso
Internacional de Biomedicina. Tais ligações tratam-se de um GOLPE, uma vez que não existe
nenhuma autorização por parte dos Conselhos Regionais, da Associação Brasileira
de Biomedicina ou de nenhuma outra entidade parceira na realização do evento,
para que se venda materiais para o Congresso, que será realizado entre os dias
19 e 22 de outubro, em Bento Gonçalves/RS.
O CFBM esclarece ainda que os únicos valores
praticados, com a autorização dos organizadores do evento, são os referentes às
inscrições do Congresso, disponível no
site: http://www.xvcbbiomedicina.com.br/inscricao/ .
Caso recebam ligações fora desse teor, entre em contato com os telefones (51) 3325-2040 ou (11) 3347-5558 e DENUNCIE.
Sobre o Congresso
Aproveite para conhecer sobre este grande
evento, que é maior do país, no âmbito
da Biomedicina. O encontro de profissionais e estudantes da área acontece a
cada dois anos com sede em diferentes regiões do País e é sempre uma grande
oportunidade para discutirmos os rumos da Biomedicina do Brasil e também das
profissões equivalentes dos demais países das Américas.
Neste ano, entre os destaques do encontro
está a realização do Simpósio de Controle de Infecção Relacionada à Assistência
à Saúde, com enfoque em resistência bacteriana, onde os representantes das
Secretarias da Saúde do Estado serão convidados a participarem. Teremos ainda
provas de títulos de especialistas para os profissionais que atenderem aos
pré-requisitos da ABBM e várias outras atividades paralelas como: reuniões dos
Sindicatos, Associações, plenária do Conselho Federal e do Conselho Regional e
participação especial da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e do
Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ) que contribuirão para a
formação de auditores externos e de preparação de laboratórios clínicos para
acreditação. O CBBM contará ainda com a colaboração das diversas instituições
de ensino que mantém o curso de Biomedicina.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Pernambuco disputa prêmio mundial com projeto de detecção precoce do câncer
O
Brasil é um dos 27 países finalistas do The Venture, uma competição mundial com
empresas de responsabilidade social e tecnologia, cuja final acontecerá em 14
de julho, em Nova York. E vem de Pernambuco a representante do país na disputa
pelo prêmio de US$ 1 milhão. A startup Epitrack concorre com um projeto que
busca acelerar o diagnóstico do câncer por meio de biossensores.
Ao
se depararem com o desafio de criar novas formas de proporcionar o bem-estar
coletivo, três pernambucanos que integram essa startup criada em 2013
inscreveram na competição, no fim do ano passado, um projeto para detectar
precocemente indícios de alguns tipos de câncer. Isso seria possível por meio
da utilização de biossensores para o reconhecimento de células cancerígenas no
sangue antes mesmo da formação do tumor.
“Nos
meios tradicionais, o diagnóstico é feito quando o câncer já está instalado. Já
o biossensor trabalha com a lógica de marcadores macromoleculares, que
identificam o risco de ter a doença antes mesmo do desenvolvimento do tumor”,
explica o biomédico e epidemiologista Onício Leal, que é sociofundador da
startup que desenvolve o projeto e venceu outras três empresas na seletiva
nacional.
A
ideia é oferecer à população um instrumento semelhante ao glicosímetro,
disponível nas farmácias para a detecção do nível de glicose no organismo.
“Nesse aparelho, a pessoa colocaria uma gota de sangue e essa peça se
conectaria a um hardware. Este se comunica com um aplicativo em um smartphone,
e o resultado sobe para a nuvem, possibilitando a análise dos resultados de
forma inteligente do ponto de vista epidemiológico”, complementa.
Do
desenvolvimento desse instrumento até à sua disponibilização ao usuário final,
seriam necessários aproximadamente oito anos, segundo Jones Albuquerque, PhD em
Ciência da Computação e chefe de conhecimento da Epitrack. “Nosso projeto tem
um apelo social muito forte, que é possibilitar o empoderamento das pessoas,
que poderão ter o livre acesso à informação de se possuem a doença ou não. E
essa premiação é uma oportunidade de financiarmos esse projeto e torná-lo algo
real”, ressalta.
O
projeto, que tem parceria com o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami
(Lika) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), tem como objetivo inicial
detectar antecipadamente indícios de três tipos de câncer: de mama, do útero e
de próstata.
“Quanto
mais cedo o câncer é identificado, mais fácil ele será enfrentado. Estamos
gerando a oportunidade de um diagnóstico extremamente precoce e queremos
utilizar a tecnologia a favor dessa antecipação. Com o valor da premiação,
poderíamos investir nas áreas de computação, epidemiologia e laboratorial”,
explica a fisioterapeuta epidemiologista Juliana Perazzo, chefe financeira da
Epitrack.
Votação popular
Um
quarto da premiação total, ou US$ 250 mil, será distribuído entre os projetos
mais inspiradores, escolhidos por votação popular na internet. Essa etapa tem
início no dia 9 de maio e vai até 13 de junho. Cada empresa que participa da
disputa receberá um percentual desse valor, que será proporcional à quantidade
de votos recebidos a cada semana. O projeto vencedor dos US$ 750 mil restantes
será escolhido pelo júri técnico da competição.
FONTE: http://cfbm.gov.br/pe-disputa-premio-mundial-com-projeto-de-deteccao-precoce-do-cancer/
FONTE: http://cfbm.gov.br/pe-disputa-premio-mundial-com-projeto-de-deteccao-precoce-do-cancer/
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